11 de mai de 2011



Não existe um alimento que seja mais saudável que o outro, é tudo uma questão de equilíbrio. O filé de frango tem menos calorias que o bovino – 150 contra 269 para os mesmos 100 gramas –, mas é pobre em ferro.

Um levantamento do Ministério da Saúde mostra que a participação das carnes na alimentação dos brasileiros cresceu 50%. Somente os embutidos, como a salsicha, tiveram um aumento de 300% no consumo.

O repórter Renato Biazzi visitou uma churrascaria de São Paulo e propôs que os clientes trocassem algumas das carnes por lentilha ou feijão. Mas ninguém resistiu à tentação do churrasco.

Esse crescimento da demanda requer atenção. O ideal é limpar bem as carnes antes do preparo e optar pelas menos gordurosas. É na gordura que mora o grande perigo, pois ela eleva o risco cardíaco e a obesidade. Por isso, o governo recomenda um consumo diário moderado: um bife bovino ou outra proteína grelhada com 64 gramas, ou o tamanho da palma da mão.

Eric Slywitch ressaltou que é um engano pensar que carne não engorda porque se trata de proteína. O indivíduo pode ganhar peso, sim, e desenvolver problemas graves de saúde se abusar. Pelo acúmulo de gordura, podem aumentar as chances de doenças no fígado, câncer de cólon e reto.

Isso só ocorre, porém, se o consumo for exagerado. Na medida certa, a carne é uma boa fonte de nutrientes. Além de rica em ferro, é a principal origem de vitamina B12, presente ainda em leite e ovos. Essas duas substâncias são importantes para a produção de hemácias, células que transportam oxigênio e compostos pelo sangue. A deficiência delas, portanto, pode levar à anemia.

No caso dos vegetarianos, é importante consultar um médico ou nutricionista para garantir a substituição adequada dos alimentos e não ter riscos à saúde. Quanto mais restrita for a alimentação, isto é, se exclui carnes, leite e derivados e/ou ovos, mais importante é essa orientação.




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